terça-feira, dezembro 04, 2007

The Winners!!

Belo dia...

"Minuto 41 do clássico que apaixona o povo. Lucho ganha a bola a meio campo e isola Quaresma... Começava a magia: mustang a tocar o red line, finta de corpo, David Luiz nas cordas e, com a trivela que a Luz nunca vislumbrara, aí estava o 0-1." in A Bola

Está tudo dito não? Abraço aos amigos mouros, gostei de visitar a vossa casa, sem cinismo, mas enquanto houver magia no futebol, e esperemos que não acabe, vamos poder ver destas coisas...

http://www.youtube.com/watch?v=XE-TrkMh4ow

(o video...)


sexta-feira, junho 22, 2007

What will you say

Era bom era desligar. Era bom não sentir. Às vezes era bom ter um botão onde desligar. No fundo, controlar o pensamento já chegava. Mas não dá. Não funciona assim. E às vezes é preciso nadar tanto para chegar ao outro lado, então quando a corrente é muita... Tanta que só nos faz voltar para trás...
Corro o risco de me repetir, mas ultimamente tenho ficado muitas vezes sem ar, asfixiado, como se repente à minha volta se formasse uma espécie de vácuo, e aquilo que ouvimos ou sentimos ainda o torna mais "intenso"... Nesse momento, a vida quase passa para segundo plano e mesmo assim temos que engolir em seco... Não estamos sozinhos no mundo, e tudo o que fazemos afecta outro alguém quer se queira quer não...
Estou cansado, anestesiado, num estado de inércia. Parece que dói mas já não sinto. Um pouco moribundo. Por fora, e para fora, ainda há o sorriso para aqueles que nada têm a ver, e que me tentam ajudar, mesmo sem saberem minimamente o que se passa, mesmo sem me poderem ajudar... Mas fica a vontade, e o conforto que é ter que sorrir para eles... Eles merecem.
"What will you say", fica o nome de uma música que me tem acompanhado, apesar de nem sempre ser a que se adequa mais. Advinham-se tempestades, tormentos, dias complicados. Só tenho uma vela, sou capitão e marinheiro, eu e o meu barco e o meu leme, eu e a minha estrela polar, eu e a minha lua, eu e a noite, à espera que nasça o dia.

quinta-feira, junho 14, 2007

bom dia

dói-me saber como acordas nestes dias...

segunda-feira, junho 11, 2007

Ele e Ela - II

(Ele) – Por vezes sou capaz, sou imortal... nada me atinge... Mas não sou imutável, não consigo ficar inerte à mudança. Não percebo como poetas e prosadores, intelectuais, pensadores, são normalmente personalidades bem vincadas, sendo apenas ligeiramente moldáveis por situações esporádicas. Não percebo como desenham nas letras o que sentem, que tal como qualquer escritor, esperam que sejam lidas. Não percebo, mas sinto... É estranho, mas já nada me estranha...

(Ela) – Criticais pessoas que desconheceis e das quais não podeis ter opinião, e sabeis bem que também sois devoto à poesia. Desde que nos conhecemos, desde tenra idade, que escreveis, e sempre vos agradou a leitura, poesia era o género, o amor o tema...

(Ele) – E foi por acreditar no que escrevia que me tornei infeliz...

(Ela) – Não sois porque não levastes a vossa crença até ao fim...

(Ele) – Como ousais??

(Ela) – Nada mais é que a pura verdade, no amor não existem fases, no amor os defeitos são virtudes e no fim são o que mais nos caracteriza e aquilo que mais iremos sentir falta nas pessoas... É impossível que haveis pensado ou mesmo chamado feia, nem que por uma vez que fosse, a alguém que tenhais amado... Caso contrário, haveis mentido...

(Ele) – Sabeis que só amei uma alma na minha vida...

(Ela) – Sei que o dizeis sem pensar, mas que até poderá ser verdade, e sei que haveis amado também o corpo e não só a alma... O amor não cabe na alma, num corpo, nem mesmo num poema, numa ópera, nenhuma celebração humana poderá algum dia descrever o aperto que nos fica no peito, a dor que é ser tão feliz que nos esquecemos que o somos, a dor que é perder alguém que se ama, o que é o ar tornar-se tão irrespirável que queremos morrer naquele momento para não perder mais aquela sensação... Não sois Camões, que nem ele conseguiu descrever algo que provavelmente nunca sentiu na sua plenitude, nem vós... e pensais que sois detentor da verdade... Não brincais assim com um conceito que vos é desconhecido...

to be continued...

sexta-feira, junho 01, 2007

Sai-me a alma pela boca

Sai-me a alma pela boca e um vazio entra para o lugar... Perco anos, lembranças, estórias, momentos, num simples olhar... Procuro o ar para respirar e afogo-me em cinza, e vejo o luar... Por ironia do destino, ou mesmo como um sinal que me surge para me acarinhar, a lua surge no meu caminho, cheia e esplêndida, como se quisesse iluminar-me, como se quisesse acompanhar-me e dar-me uma palavra de amor, e mostrar que não me iria faltar nunca. Pois eu acredito nela, ela que nunca me faltou.

Sei que nunca mais vou ser o mesmo. Sei que vou melhorar, crescer e aprender, porque nem sempre as coisas correm bem, e nem sempre somos quem queremos ser, nem estamos como queremos estar.

Nada acontece por acaso, e o acaso neste caso apanhou-me. Não o procurei mas ele sempre me acompanhou. Viajo no tempo em busca do tempo em que tudo era fácil, em que tudo estava bem. Não foi assim à pouco tempo, mas o tempo não pára e acaba por nos apanhar...

Sai-me a alma pela boca e eu não a consigo apanhar....

quinta-feira, maio 24, 2007

Ele e Ela

(Ele) – Pois é como lhe digo minha cara, nada acontece por acaso... Se lua e o sol se namoram mas nunca consumam o acto não é porque não queiram...

(Ela) – Espere, nem sempre tudo é como parece! Mesmo que quisesse...

(Ele) – ... Mesmo que quisesse!? Está aqui, comigo, agora... Podia estar em qualquer ponto do mundo, a ler um romance, a beber um chá, a decidir qual vestido usar amanha... Mas não, estais aqui...

(Ela) – Sabeis o que quero... porque me arreliais? Sabeis que também que nada posso fazer, que não irei ceder ao desejo... Sabeis que não irei trair os meus valores e as minhas ideias, a minha educação... Por favor...

(Ele) – Compreendo... Mas não entendo... Sabeis bem que vos amo... Sabeis bem que por si moveria o céu e a terra, os mares, percorreria montes e vales, seria capaz de matar e de morrer... Mas não me deixais amar-vos assim... Nem sequer posso ousar sonhar que vos amo, pois é tão forte que acordaria meio mundo com o meu pensamento... Porque castrais assim o meu amor por vós? Porquê que não percebeis que morro aos poucos, lentamente, como se o meu corpo fosse devorado a pouco e pouco por dentro, que nem mil lâminas a deslizar na minha pele é comparável...Porquê...

to be continued...

comentário

Começo por te pedir desculpa friend, mas quando tenho nos comentários algo que é bem mais merecedor de primeira página do que a maioria dos textos que por aqui pairam, não posso ficar indiferente, e tomei a liberdade de apresentar o teu comentário.
Senhoras e senhores, eis a verdadeira genialidade, porque que quem escreve assim não é gago.

" "houve dias melhores..."
sabedoria popular, melhor antídoto da pré-depressão/preparação para a acção: "depois da tempestade... a malta fica molhada e com alguma coisa para fazer sem pensar"; "quem espera... começa a mexer muito no tlm ou a dar toques com o resto de chicla, mas inventa sempre qualquer coisa"... isto tudo porque o outro espaço e tempo onde se podia estar de certeza que é pior que este... repara os que "se matam" pra lá ir parar acabam por voltar, sem se importar se virão pior vestidos... com menos tempo e espaço. Metáforas. Passageira é o mais brilhante dos adjectivos para a vida, não é?"

by neo

terça-feira, maio 22, 2007

algo mais...

Preciso de uma rede... algo que ampare a alma e me deixe marcado na cara um quadriculado, algo forte porque a queda é longa, e eu cáio tão rápido que nem a própria gravidade me entende ou me consegue afectar...

Um trapezista... uma folha que decidiu voar do alto do cristo rei... uma gaivota ao fim da tarde pairando na foz de um rio... um papel que saiu de um carro e espera chegar ao chão... metáforas...

Já houve dias melhores, e irão haver mais, quando menos se espera, mas nem sempre se quer esperar... Nem sempre se quer fazer por isso...

Mundos mudos

"Ligo directo para a caixa de correio só para ouvir a tua voz,
Sei que é cena fora mas todo o dia chega aquela hora
em que o lado esquerdo chora quando se lembra de nós
A vida corre tranquila, cada vez menos reguila
meto guita de parte e a cabeça não vacila tanto
Para minha alegria e meu espanto
Pode ser que o passado fique por onde deve estar:
No pretérito imperfeito, já que não é mais-que-perfeito,
Este é um presente que eu aceito
Para atingir a tranquilidade
Que supostamente se atinge com a nossa idade
A verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita...
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...
Tu deste tudo e eu joguei, arrisquei e perdi
(...) refrao...

Cada vez que eu ligo eu tento deixar mensagem
mas acabo por nunca arranjar coragem
Necessária
Gostava apenas de poder partilhar o meu quotidiano habitual
Nada que se compare com as correrias
doutras alturas e outros abismos
E já que falo por eufismos
Gostava de dizer que ainda gosto bastante de ti...
A casa tá, (já) parece digna de gente
Dá gosto sentar no sofá com a tv pela frente
Comprei uma máquina de café
Xpto, bem bonita, azul bébé
Ocasionalmente cozinho e bebo o meu vinho
E esqueço o fumo que nos dava aquele quentinho
Hoje em dia é mais à base do ar condicionado
Condicionei a tentação num clima controlado
Quero que sabas que tou bem, sei que tu mais ou menos
Sempre gostaste de brincar em perigosos terrenos
Em relação a isso eu não sei o que fazer
E se calhar é por isso que acabo por não dizer que
a verdade é que a saudade do que passou
Não é mais que muita...
Mas por muita força que faça ela passa por saber que te vivi...
tu deste e eu joguei, arrisquei e perdi
(...) refrão"

Da Weasel - Mundos mudos

p.s.- sem nenhuma conotação pessoal, apenas gosto mesmo da letra.

segunda-feira, maio 14, 2007

Este texto é para ti

Este texto é para ti. Obrigado por teres aparecido na minha vida, obrigado por seres quem és. Ás vezes passamos a vida rodeados dos que mais gostamos sem nunca lhes dizermos o quanto realmente gostamos deles, o quanto nos fazem falta, a peça que são no nosso puzzle. Este não é um desses casos. Neste caso tu sabes, tu tens essa noção, eu disse-to e demonstrei-o, e tu sabe-lo...

Há pessoas que por uma razão ou por outra nos marcam, outras que nos marcam pelo seu todo, tu és uma delas... A palmo de cara que me chamou a atenção e o fundo das costas que me subtraiu concentração, deixaram-me de imediato fascinado, e não descansei enquanto não conheci aquilo que existia por trás, e não me arrependi... Por trás daquele nariz empinado, beiço e sorriso de menina, estava um doce salgado, capaz de me tirar a respiração e de me derreter em dois tempos...

Hoje és mulher e senhora, conheci-te jovem, menina, fiz parte do teu crescimento, da tua evolução, muito me orgulho disso, muito me orgulho de te ter conhecido... És o orgulho de todos os que te rodeiam, amigos, família, és mulher adulta preparada p’ra tudo, és aquilo que sempre quiseste ser, vais ter tudo o que querias ter... conseguiste... parabéns...

Este texto é para ti. É pequeno, tinha de ser proporcional, mas é verdadeiro. Se fosse realmente escritor não seria apenas um texto, mas uma ode, ou algo de grandioso, mas como acho que já to disse, digo-te sempre, e tu sabe-lo, gosto muito de ti miúda...*

sábado, abril 28, 2007

Msg's de tlm... escrita do séc. XXI


Pois como parvo que sou senhora,
Não vos sei dizer as horas…
Mas o tempo corre…
E na vida corremos pra morte…
Pois como parvo que sou senhora,
Não vos sei dizer as horas…

2006

Sorri amiga,
Pois quando o fazes iluminas meio mundo…
E deixas sem palavras outro meio…
E porque ressentimento não cabe em mim muito tempo…
E porque o teu sorriso em qualquer situação é contagioso,
A vida é tão melhor do que qualquer tristeza…
E porque o tempo tudo cura…
E porque eu posso seguir a minha vida e tu a tua…
Sorri cara amiga, sorri…

2006

terça-feira, abril 17, 2007

Music is the way to your heart....

A música tem um poder incrível. O sentimento que muitas vezes transporta leva a que por vezes, dependendo da qualidade, consigamos estar, viajar, sonhar, sem que para isso seja necessário fechar os olhos ou mesmo sair do mesmo sítio.

Mais novo, e por vezes ainda agora, muitas vezes criei a banda sonora da minha vida, até o simples caminho para algum sitio era razao para ter ouvir uma música específica. O estado de espírito era a razão mais importante, sempre gostei de ter a "companhia" adequada a cada situação e a cada estado de humor em que me encontrava. Sei que muita gente também o faz, não compreendo quem consiga viver sem ela.


A música é para mim a arte maior. Posso estar enganado, mas é provavelmente a única que pode ser disfrutada ao mesmo tempo em que está a ser criada. Um quadro é visto uma vez e chega, um livro pode ser lido, mas perde a piada a partir do momento em que ja se sabe a estória, uma música não. Quanto mais se gosta mais vezes se ouve, e nem é preciso ser ininterruptamente, basta que num momento, naquele momento, naquele instante, todo o contexto que nos rodeio peça a sua presença, e se ela surge então o momento fica completo... para sempre aquela música vai estar associada ao momento e todas as vezes que se ouvir...

segunda-feira, março 05, 2007

Liberdade

"Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papeis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca..."


Fernando Pessoa

sábado, janeiro 27, 2007

....II

" Não há nada pior do que nos apercebermos do que é dor (interior) passando por ela....E do nada surge uma musica... (paradise city) o poder que a musica tem.... Agonia, um aperto enorme no peito, não conseguir pensar noutra coisa, todos aqueles efeitos que toda a gente fala, e até mesmo eu já me tinha posto a divagar, todos eles são reais... todos eles doem... dói.... É difícil explicar... o sentimento é de perda, de impotência... abala-nos como se de um terramoto se trata-se, o pior é quando se sabe que ele ia acontecer... e não se quer acreditar... pois a ilusão é mais confortável, porque tal como uma droga engana-nos momentaneamente, mas quando se abre os olhos e a realidade está ali nua e crua... e não vai mudar... e dói... Porque que quando se acha ter o controle das situações é quando elas nos fogem mais rápido e escapam-se por entre os dedos...? o pensamento que resta é nunca mais cair em tentação, é nunca mais nos deixarmos levar pela ilusão, pela alegria contagiante que ela provoca, pelo coração.... Antes, a certeza de que era o que se queria era inata, era instantânea... agora, talvez pelo acumular dos anos, a certeza não é tão certa, nem sequer a queremos ter, e a imunidade que se quer ganhar a certo tipo de situações parece a melhor defesa possível, mas é ilusória... porque quando menos se espera, já perdemos o trilho, e tornasse praticamente impossível voltar para trás sem ser pelo único caminho que nos surge... a dor... Por momentos parece que toda a nossa vida nos passa à frente dos olhos, tal como se pensa acontecer momentos antes da morte, e por momentos também, surge a velha interrogação “o que é que eu fiz? O que é que eu fiz mal?”, por mais que nos digam ou que saibamos que a parte errada da situação pode não provir de nós... Mas dói..... "


2006